A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima é a entidade que coordena a Linha Internet Segura, um serviço do Centro Internet Segura, financiado pela União Europeia.
Este serviço tem por base o atendimento telefónico e online sobre questões relacionadas com o uso de plataformas e tecnologias online. A Fundação MEO apoia a Linha Internet Segura, contribuindo para que a segurança online esteja ao alcance de todos, sem custos.
A Linha Internet Segura tem duas vertentes de atuação:
HELPLINE
A Helpline presta apoio a vítimas de cibercrime e informações relativas a uma utilização saudável e segura da tecnologia. Acessível das 08h00 às 23h00, dias úteis, através do contacto telefónico gratuito (800 21 90 90); correio eletrónico (linhainternetsegura@apav.pt) e formulário de pedido de apoio.
HOTLINE
A Hotline é um serviço de denúncia de conteúdos ilegais online. Este é um serviço confidencial através do qual as pessoas podem denunciar conteúdo que esteja em páginas Web, Redes Sociais, Forúns, etc, nomeadamente:
– Conteúdo de Abuso Sexual de crianças online;
– Incitamento e promoção à violência;
– Incitamento ao ódio;
– Conteúdo terrorista online;
– Sites fraudulentos;
– Conteúdo sexual/íntimo de pessoas adultas partilhado sem consentimento.
Acessível através de formulário e correio eletrónico (linha internetsegura@apav.pt). Denunciar este tipo de criminalidade é um exercício de cidadania. Em conjunto trabalhamos para tornar a internet um lugar mais seguro.
Sobre nós
A Linha Internet Segura, sendo um servido gerido pela Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) presta apoio de forma especializada a vítimas de cibercrime e violência digital, familiares e pessoas amigas, disponibilizando informação sobre os seus direitos e formas de os exercer, estratégias de prevenção da revitimação e de promoção de uma utilização segura das plataformas.
A Linha Internet Segura garante um apoio confidencial e gratuito através de telefone, e-mail, formulário online, redes sociais e, ainda, através do Serviço de Vídeo Intérprete de Língua Gestual Portuguesa (Serviin), assegurando o acesso a pessoas com deficiência auditiva. Contanto com os serviços de proximidade da APAV, este apoio inclui acompanhamento psicológico especializado, apoio jurídico, bem como apoio na remoção de conteúdos ilícitos ou nocivos enquanto Sinalizador de Confiança junto de diversas plataformas.
Na vertente da Hotline da Linha Internet Segura tem como missão a remoção de conteúdo ilegal da Internet (nomeadamente Conteúdo de Abuso Sexual de Menores Online. Incitamento e promoção à Violência; Incitamento ao ódio e Conteúdo Terrorista Online) e auxiliar as autoridades competentes a procederem à responsabilização criminal de quem distribui esse tipo de conteúdo.
Objetivos
- Prestar apoio telefónico ou online, de forma anónima e confidencial, a crianças, jovens, famílias e profissionais de educação, sobre questões relacionadas com a utilização de tecnologia;
- Informar ativamente os utilizadores (crianças, jovens, pais e professores) sobre a atividade da linha de apoio e de que forma poderão entrar em contacto;
- Dispor de um sistema rápido de referenciação de ocorrências graves às autoridades competentes quando uma criança parece estar em perigo;
- Discutir, analisar e fornecer resultados que contribuam para as estratégias de sensibilização na área da Internet Segura na prossecução de um atendimento de melhor qualidade e maior abrangência, fazendo parte de um consórcio no qual se encontram várias entidades, desde parceiros de indústria até órgãos de polícia criminal.
Perguntas frequentes
Pode denunciar seis tipos de conteúdos:
- Conteúdo de abuso sexual de crianças – Conteúdo de abuso sexual de crianças surge no nosso código penal como Pornografia de Menores (art. 176º). Compreende, embora não se confine, toda a representação, por qualquer meio que seja, de um menor envolvido em espectáculo pornográfico, actividades sexuais explícitas reais ou simuladas ou qualquer representação das partes sexuais de um menor para fins essencialmente sexuais, assim como a exploração deste para criar esta representação.
Para obter mais informações sobre o enquadramento legal, por favor, clique aqui.
Neste crime a criança é vitimizada sempre que a sua imagem é vista online. Sabemos que ver estas imagens ou vídeos é perturbador. Denunciá-lo é o caminho. A sua denúncia pode ajudar a resgatar uma criança, prevenir mais abusos e a tornar a internet um lugar mais seguro.
- Incitamento ao Ódio – O incitamento ao ódio compreende todo o conteúdo que incite ao ódio ou à violência contra pessoa ou grupo de pessoas por causa da sua raça, cor, origem étnica ou nacional, ascendência, religião, sexo, orientação sexual, identidade de género ou deficiência física ou psíquica. Os crimes de ódio, encontram, no ordenamento jurídico-penal português, diversas formas de enquadramento. Porém, destaca-se o artigo 240.º do Código Penal – Discriminação e incitamento ao ódio e à violência.
Para obter mais informações sobre o enquadramento legal, por favor, clique aqui (::: DL n.º 48/95, de 15 de Março (pgdlisboa.pt))
- Apologia à Violência – A apologia da violência compreende todo o conteúdo que, de alguma forma, promova a prática de um crime, seja por incitamento directo ou por aprovação ou aplauso de outro crime já cometido.
- Conteúdo terrorista online – Material ou materiais que incitem, direta ou indiretamente, por exemplo através da glorificação de atos de terrorismo, a apologia da prática de infrações terroristas, acarretando assim o risco de poderem ser cometidas.
Para mais informações sobre o enquadramento, por favor, consultar a Diretiva (UE) 2017/541, nomeadamente os artigos 3º e 4º (eur-lex.europa.eu/legal-content/PT/TXT/PDF/?uri=CELEX:32017L0541&from=PT), como também o artigo 240º do código penal português (::: DL n.º 48/95, de 15 de Março (pgdlisboa.pt))
- Sites fraudulentos – Compreendem plataformas ou páginas online que, de forma deliberada, procuram enganar utilizadores para obter benefícios ilícitos, financeiros ou de outra natureza, incluindo esquemas de phishing, clonagem de sites legítimos, esquemas de investimento falsos, venda de produtos inexistentes, entre outros exemplos.
- Conteúdo sexual / íntimo de pessoas adultas publicado sem consentimento – Inclui toda a divulgação, distribuição ou publicação de imagens, vídeos ou outros materiais íntimos de uma pessoa maior de idade, sem a sua autorização, com fins de humilhação, chantagem, exploração sexual ou qualquer outra finalidade prejudicial.
Caso seja algo que não esteja compreendido nestas 6 tipologias, por favor utilize o formulário Pedir Esclarecimento.
A Linha Internet Segura disponibiliza ao público em geral um conjunto de meios, através dos quais, e de forma totalmente anónima, é possível apresentar denúncias de conteúdos eventualmente ilegais. As denúncias recebidas são triadas e analisadas por operadores dedicados que lhes dão o devido seguimento: autoridade policial nacional ou congénere internacional.
As denúncias recebidas são analisadas por técnicos dedicados que lhes dão o devido seguimento. Por devido seguimento refere-se que ao analisar o conteúdo o técnico tenta perceber:
1º – Ilegalidade do conteúdo e a sua tipologia.
2º – Se o for conteúdo ilegal e/ou passível de atuação, ver o local de alojamento.
4.º Caso seja CSAM ou material de incitamento à violência e se estiver alojado em Portugal a autoridade policial nacional é notificada juntamente com o ISP (Internet Service Provider) Nacional. O técnico da LIS depois irá monotorizar da remoção ou não do conteúdo ilegal.
4º – Se os conteúdos enumerados no ponto anterior se encontrarem noutro país que não Portugal é dado o seguimento para a congénere internacional, para que sejam notificadas as autoridades e ISPs desse país.
5.º – Para as restantes situações, verificando-se a ilegalidade do conteúdo ou violação dos padrões de comunidade das plataformas em que estiver alojado, proceder à denúncia do conteúdo às respetivas plataformas. O técnico da LIS depois irá monotorizar da remoção ou não do conteúdo ilegal.
O tratamento de dados será feito de acordo com a POLÍTICA DE PRIVACIDADE E DE PROTECÇÃO DE DADOS PESSOAIS da APAV.
Através do formulário Denunciar Conteúdo Ilegal é possível enviar detalhes de contacto, o técnico analista poderá assim manter o denunciante atualizado relativamente ao encaminhamento dado à denúncia e se o conteúdo foi removido ou não.
A Linha Internet Segura presta duas modalidades de atuação: a helpline e a hotline.
A Helpline da LIS é um serviço que apoia em questões relacionadas com o uso de plataformas e tecnologias online, e de forma especializada vítimas de cibercrime, os seus familiares e amigos/as, disponibilizando informação sobre os seus direitos e formas de os exercer, estratégias de prevenção da revitimação e de promoção de uma utilização segura das plataformas.
Ouvimos, informamos e apoiamos cada pessoa, com base nas suas necessidades e nas características e contexto do crime de que foi alvo.
A Linha Internet Segura presta também esclarecimentos na utilização mais segura, responsável e saudável da Internet e tecnologias associadas.
A LIS conta com os serviços de proximidade da APAV, para referenciação local de situações de cibercrime que necessitem de ser acompanhadas por essas estruturas de apoio à vítima.
A Linha Internet Segura desenvolveu também parcerias com diferentes entidades da indústria tecnológica (sobretudo redes sociais) que lhe atribuem um estatuto de Sinalizador de Confiança / “Trusted Flagger”. Este estatuto permite ter uma rede de contatos diretos junto destas entidades parceiras, para sinalização de conteúdo ilegal que esteja a ser partilhado por utilizadores/as nestas plataformas.
Qualquer pessoa que necessite do apoio acima descrito ou que pretenda denunciar alguma das situações acima descritas.
A Linha Internet Segura sendo uma Linha de Apoio integrada na Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) dispõe de Técnicos/as de Apoio à Vítima especializados no apoio a pessoas que foram ou são vítimas de crimes praticados fazendo uso da Internet e estão disponíveis para ouvir, garantindo a confidencialidade e o respeito pela autonomia dos seus utentes prestando apoio psicológico, jurídico e social para ajudar a lidar com o impacto que o crime deixou na sua vida ou indicar-lhe como poderá ajudar um familiar ou amigo que tenha passado por situação de crime.
Fui vítima
Ser vítima de cibercrime significa ser alvo de atividades ilegais, através de meios informáticos e/ou digitais, como computadores, redes e a internet. Essas atividades podem incluir uma multiplicidade de crimes que utilizam a tecnologia para atacar indivíduos, empresas ou governos.
A acessibilidade das tecnologias já mencionadas tornam-nas igualmente acessíveis aos perpetradores. Por natureza facilitam também a propagação e perpetuidade de textos e imagens, que se multiplicam e existem por muito tempo ou indefinidamente. O comportamento ou motivação e a estratégia do perpetrador pode ser repetido com frequência variável e pode ser conduzido utilizando uma ou mais formas de tecnologia, em posts nas redes sociais, uploads em plataformas de entretenimento, mensagens encaminhadas por WhatsApp ou Telegram. Os perpetradores utilizam uma variedade de táticas tecnologicamente facilitadas e beneficiam muito das informações que cada um de nós deixa voluntariamente. Tudo isto também significa que o dano causado na vítima pode ser continuado e difícil de mensurar.
Cada vítima é impactada de alguma forma pela sua experiência. Esses impactos podem incluir danos significativos para a sua saúde física e mental, estatuto social e oportunidades económicas. O impacto é dividido em cinco categorias: psicológico (por exemplo, vergonha, depressão ou medo); físico (por exemplo, automutilação, agressão ou prisão); funcional (por exemplo, mudar uma rota ou derrubar um perfil); económico (por exemplo, extorsão ou perda de rendimento ou oportunidades educacionais); e sociais (por exemplo, excluídos pela família, pessoas amigas ou colegas de trabalho).
É possível aplicar algumas estratégias que procuram mitigar os efeitos da vitimação e contribuir para prevenir a revitimação. Deixamos de seguida algumas dessas estratégias para tipos de cibercriminalidade mais comum.
Estratégias:
Ataque ciberdependente
Neste tipo de cibercriminalidade, para além das medidas que podem ser tomadas para preservação de prova, mostra-se essencial a adoção de medidas que permitam mitigar um ataque e reportá-lo de imediato a entidades que possam prestar suporte técnico e com competência de investigação criminal para estes crimes.
No que diz respeito a ataques de ransomware ou qualquer outro que vise a interferência ou sabotagem do sistema informático, devem ser tomadas as seguintes medidas:
- Colocar imediatamente todos os sistemas offline;
- Garantir que os backups estão livres de malware;
- Contactar de imediato o Centro Nacional de Cibersegurança para apoio e reportar o ataque informático às autoridades competentes – Polícia Judiciária;
- Se possível, recolher e colocar em segurança parte dos dados que não foram infetados pelo vírus;
- Se possível, mudar as palavras-passe da rede e de todas a contas online após o ataque. Após remoção do vírus, alterar novamente dados de acesso de todas as contas;
- Apagar dados de registo e ficheiros que impeçam o vírus de carregar.
Burlas online
Caso seja vítima de uma burla online, aconselhamos:
- Havendo transferências patrimoniais guardar os registos de todas essas transferências e contactar de imediato entidade bancária;
- Assegurar a prova digital: deverá manter o registo das mensagens trocadas com o/a perpetrador/a, colocando num documento o nome utilizado e também o do perfil da rede ou redes sociais em que trocaram mensagens e, se possível, o link de acesso aos mesmos (o URL de acesso é um importante meio de prova, mesmo que o perfil já não esteja disponível);
- Pode apresentar uma queixa-crime junto das autoridades competentes;
- Pode também apresentar uma reclamação junto do Banco de Portugal quando existem suspeitas de que a entidade bancária não tomou as medidas necessárias e adequadas.
Divulgação não-consensual de imagens íntimas
Se foi vítima de divulgação não consentida de imagens íntimas ou se está a ser ameaçado/a que tal irá acontecer, aconselhamos:
- Respire fundo, não está sozinha/o;
- Terminar o contacto com o/a perpetrador/a e não pagar qualquer quantia monetária solicitada;
- Assegurar a prova digital: deverá manter o registo das mensagens trocadas com o/a perpetrador/a, colocando num documento o nome utilizado e também o do perfil da rede ou redes sociais em que trocaram mensagens e, se possível, o link de acesso aos mesmos (o URL de acesso é um importante meio de prova, mesmo que o perfil já não esteja disponível);
- Denunciar a conversa / publicação e/ou perfil junto da plataforma;
- Rever as definições de privacidade nas suas contas e no e-mail;
- Pode apresentar queixa-crime junto das autoridades nacionais competentes;
- Caso tenha as fotografias e/ou vídeos íntimos na sua posse pode inseri-los na plataforma Take It Down, caso se trate de um menor de idade ou, na plataforma stopncii (https://stopncii.org), caso tenha mais de 18 anos. Trata-se de uma iniciativa para ajudar a eliminar fotos já publicadas ou a evitar que sejam publicadas em plataformas como Instagram ou Facebook, Bumble, TikTok, Reddit, OnlyFans, etc.
- Fale com alguém de confiança.
Pedir apoio a estruturas de apoio à vítima para lidar com o sofrimento emocional causado pela situação de vitimação e ter acompanhamento ao longo do processo-crime. A Linha Internet Segura é também Trusted Flagger de várias plataformas, poderá assim proceder à articulação com as ditas plataformas de forma a dar conhecimento da situação e solicitar a remoção do conteúdo, perfil, etc.
Crimes sexuais contra menores online
- Se estás a ser vítima neste momento, fala com alguém de confiança. Pede ajuda. A culpa não é tua.
- Se é mãe ou pai de uma criança vítima deste tipo de abuso: – É importante que a criança se sinta segura (dentro do possível neste momento) e apoiada. Que saiba que não tem culpa no que aconteceu.
Depois:
- Nas situações em que o menor está a ser aliciado ou coagido para fins sexuais, deve cessar imediatamente toda a comunicação com o agressor, mas não bloquear nem desativar a rede social/plataforma de comunicação que o agressor utilizou para comunicar com a vítima;
- Em caso algum se deve ceder à chantagem, uma vez que cumprir as exigências do cibercriminoso não vai melhorar a situação da vítima;
- Deve assegurar a recolha de toda a prova digital: todos os registos das conversas, por exemplo, através de capturas de ecrã, devendo constar, se possível, o nome de utilizador, o URL do perfil da sua rede social, os detalhes da transferência bancária (se tiver sido exigida uma quantia monetária), assim como todas as imagens e/ou vídeos enviados e recebidos;
- Uma das melhores formas de garantir esta prova é colocar os dispositivos em modo voo e entrega-los à Polícia Judiciária para que efetuem perícia sobre os mesmos;
- As suspeitas de aliciamento de menores ou de coação sexual online devem ser imediatamente reportadas às autoridades ou a estruturas de apoio à vítima especializadas nesta área para que se possa despistar se de facto se trata de uma situação de crime. Também reveste a maior importância denunciar estes casos assim que se tenha conhecimento dos mesmos pois, regra geral, podem existir outras crianças/jovens em perigo; a ser aliciadas ou coagidas pelo mesmo agressor. Neste sentido, poderão entrar em contacto com a Linha Internet Segura através do e-mail (linhainternetsegura@apav.pt) ou através do contacto telefónico 800 21 90 90;
- Constituindo todas estas condutas crimes sexuais praticados contra menores de 18 anos, estes crimes são da competência reservada da Polícia da Judiciária devendo os mesmos ser denunciados junto deste órgão de polícia criminal ou ao Ministério Público.
No que diz respeito à visualização de conteúdos de abuso sexual de menores online, quem se depara com esse tipo de situações deve reportá-las às autoridades nacionais ou a entidades que conheça dentro do seu país, próprias para efeitos de denúncia de conteúdos ilegais online, como é o caso da Hotline da Linha Internet Segura. Estas entidades, para além de encaminharem os casos para as autoridades nacionais, têm algumas ferramentas à sua disposição que permitem a remoção rápida destes conteúdos e a preservação da prova.
Ciberstalking
- Terminar o contacto com o/a perpetrador/a;
- Assegurar a prova digital: deverá manter o registo das mensagens trocadas com o/a perpetrador/a, colocando num documento o nome utilizado e também o do perfil da rede ou redes sociais em que trocaram mensagens e, se possível, o link de acesso aos mesmos (o URL de acesso é um importante meio de prova, mesmo que o perfil já não esteja disponível);
- Se algum dos amigos/as e/ou conhecidos/as da vítima for contactado, a vítima deve fazer o registo/cópia/capturas de ecrã às mensagens que estes receberem;
- Pode apresentar queixa-crime junto das autoridades nacionais competentes;
- Verificar as definições de segurança e privacidade das suas outras contas nas redes sociais e no e-mail, desde logo, trocar a password das mesmas e, sobretudo, não autorizando que terceiros acedam às publicações, localização, informações pessoais. etc.;
- Bloquear os contactos do perpetrador. Porém, se este teve acesso ao seu contacto telefónico é muito provável que continue e ligar ou enviar mensagens de outros números. Por vezes, a única forma de limitar este acesso é a vítima alterar o seu contacto telefónico;
- Procurar perceber que tipo de informações suas estão disponíveis online. Para tal, deve fazer pesquisas com o seu nome nos motores de pesquisa, inserir fotografias usadas nos seus perfis no Google Lens e ver que informação surge e poderá ainda introduzir o seu e-mail no site https://haveibeenpwned.com/ e ver se há registo de fugas de informação;
- Pedir apoio a estruturas de apoio à vítima para lidar com o sofrimento emocional causado pela situação de vitimação e ter acompanhamento ao longo do processo-crime. A Linha Internet Segura é também Trusted Flagger de várias plataformas, poderá assim proceder à articulação com as ditas plataformas de forma a dar conhecimento da situação e solicitar a remoção do conteúdo, perfil, etc.
Ciberbullying
O cyberbullying como forma de violência Online ocorre a maior das partes das vezes através de redes socias ou em grupos criados em plataformas de chat, nesse sentido é aconselhável:
- Parar imediatamente toda a comunicação com o agressor, mas não bloquear nem desativar a rede social/plataforma de comunicação que o agressor utilizou para comunicar com a vítima. Esta situação é mais importante em plataforma de comunicação como o WhatsApp® ou Viber® (entre outras) que usam encriptação de ponta a ponta, o que significa que não é possível pedir às plataformas cópias das conversas umas vez apagadas pelos utilizadores;
- Devem, também, ser gravadas todas as informações que permitam identificar o agressor como: nome do utilizador, URL do perfil da sua rede social, guardar todas as imagens e / ou vídeos enviados e recebidos;
- Reportar a situação à plataforma / rede social;
- No caso de ser menor de idade é importante falar com um adulto da sua confiança a situação pela qual está a passar;
- Rever as configurações de conta e privacidade em cada dispositivo, aplicativo ou rede para controlar quem pode entrar em contato e interagir consigo e quem pode ter acesso ao seu conteúdo online;
- Pedir apoio a estruturas de apoio à vítima para lidar com o sofrimento emocional causado pela situação de vitimação e ter acompanhamento ao longo do processo-crime. A Linha Internet Segura é também Trusted Flagger de várias plataformas, poderá assim proceder à articulação com as ditas plataformas de forma a dar conhecimento da situação e solicitar a remoção do conteúdo, perfil, etc.
Discurso de ódio online
- Quem for vítima de discurso de ódio online, pode reportar esses conteúdos junto da plataforma onde está a ser disseminado (por exemplo, nas redes sociais), sendo possível sinalizar comentários que contenham esse tipo de discurso através da plataforma, para que os mesmos sejam removidos;
- Pedir apoio a estruturas de apoio à vítima para lidar com o sofrimento emocional causado pela situação de vitimação e ter acompanhamento ao longo do processo-crime. A Linha Internet Segura é também Trusted Flagger de várias plataformas, poderá assim proceder à articulação com as ditas plataformas de forma a dar conhecimento da situação e solicitar a remoção do conteúdo, perfil, etc;
- Quem visiona conteúdos que possam constituir discurso de ódio online deve reportá-las, junto da plataforma onde o mesmo está a ser disseminado, as redes sociais, por exemplo, têm fortes políticas de combate ao discurso de ódio, sendo possível sinalizar comentários que contenham esse tipo de discurso através da plataforma, para que os mesmos sejam removidos. As autoridades nacionais ou a entidades que conheça dentro do seu país, próprias para efeitos de denúncia de conteúdos ilegais online, como é o caso da HOTLINE Linha Internet Segura. Estas entidades não só encaminham os casos para as autoridades nacionais, como têm algumas ferramentas à disposição que permitem a remoção rápida destes conteúdos e preservação da prova.
Como falar com uma vítima/potencial vítima?
Quando conversar com alguma pessoa amiga ou familiar que suspeite estar a ser vítima procure não fazer julgamentos nem perguntas que possam fazer a pessoa sentir-se ainda pior com a situação pela qual está a passar.
Se a pessoa não estiver recetiva a conversar consigo sobre o assunto pode sugerir que esta contacte uma organização de Apoio à Vítima, nomeadamente a APAV através da Linha Internet Segura.
Campanhas
“O que acontece na internet não fica só na internet”






Burlas românticas online

“A violência online é real”
Internet Segura
#LerAntesClicarDepois





Safe Internet Line (English)
The Portuguese Association for Victim Support is the entity responsible for coordinating the Safe Internet Line, a service operated by the Safer Internet Centre and funded by the European Union.
The service is centred on the provision of telephone and online support for issues related to the use of online platforms and technologies.
The MEO Foundation supports the Safe Internet Line, which makes online safety available to everyone at no cost.
The Safe Internet Line has two areas of action:
HELPLINE
The Helpline provides support to victims of cybercrime and information regarding healthy and safe use of technology. Accessible from 8am to 11pm, weekdays, via free telephone number (800 21 90 90); email (linhainternetsegura@apav.pt) and support request form.
HOTLINE
Hotline is a service for reporting illegal content online. This is a confidential service through which people can report content on websites, social networks, forums, etc., namely:
– Online Child Sexual Abuse Content;
– Incitement and promotion of violence;
– Incitement to hatred;
– Online terrorist content;
– Fraudulent websites;
– Sexual/intimate content of adults shared without consent.
Accessible via form and email (line internetsegura@apav.pt). Reporting this type of crime is an exercise in citizenship. Together we work to make the internet a safer place.
About us
The Safe Internet Line is a service managed by the Portuguese Association for Victim Support (APAV) providing specialised support to victims of cybercrime and digital violence, as well as to their relatives and friends. They give information about their rights and how to exercise them, strategies to prevent re-victimisation, and guidance on how to use online platforms safely.
The Safe Internet Line guarantees free and confidential support via telephone, email, online forms, social media networks, and also, for people with hearing impairments, through the Portuguese Sign Language Video Interpretation Service (Serviin). In conjunction with APAV’s local support services, users have access to specialised psychological counselling, legal support, and help to remove illegal or harmful content, acting as a Trusted Flagger on various platforms.
A key part of the Hotline of the Safe Internet Line is the removal of illegal content from the internet (namely online child sexual abuse material; incitement to and promotion of violence; incitement to hatred/hate speech; and online terrorist content). Furthermore, it aims to facilitate the competent authorities to hold those who disseminate such content criminally liable.
Objectives
- To provide telephone and/or online support to children, young people, their families, and professional educators, on issues related to the use of technologies, guaranteeing the anonymity and confidentiality;
- To actively inform users (children, young people, parents, and teachers) about the Secure Internet Line’s activities and how they can get in touch;
- To have a rapid system in place to report serious occurrences to the competent authorities when a child appears to be in danger;
- To discuss, analyse, and provide outcomes that contribute to awareness-raising strategies for a secure internet; to achieve a more comprehensive support service and a better quality service, as part of a consortium comprising various organisations, ranging from industry partners to criminal police bodies.
Frequently asked questions and answers
You can report six types of content:
- Child sexual abuse content – Child sexual abuse content is classified in the Portuguese Penal Code as Child Pornography (under Article 176). Although not limited to, it includes any form of representation of a minor involved in a pornographic performance by any means whatsoever, real or simulated explicit sexual activities, or any representation of a minor’s sexual parts for essentially sexual purposes, as well as the exploitation of the minor to create such representation.
For further information on the legal framework, please click here.
Child sexual abuse content is classified in the Portuguese Penal Code as Child Pornography (under Article 176). It should be noted that this legislation’s scope is not exhaustive but includes any form of representation of a minor involved in a pornographic performance by any means, whether real or simulated, explicit sexual activities, or depiction of a minor’s sexual parts for sexual purposes. Furthermore, the exploitation of a minor to create such representation is also prohibited.
In this type of crime minors are victimised every time their images are viewed online. We know that viewing these images or videos is deeply disturbing. Reporting them is the right thing to do. Your report can help rescue a child, prevent further abuse, and make the Internet a safer place. - Incitement to hatred/Hate speech – Incitement to hatred/hate speech includes any kind of content that incites or promotes hatred, violence, or discrimination against individuals or groups on the grounds of their race, colour, ethnic or national origin, ancestry, religion, sex, sexual orientation, gender identity, or physical or mental disability. Crimes of this nature fall under various frameworks within the Portuguese criminal legal system. However, Article 240 of the Penal Code – Discrimination and incitement to hatred and violence – is of particular note.
For further information on the legal framework, please click here ::: [Decree-Law No. 48/95 of 15 March (pgdlisboa.pt)]. - Apology for Violence – The apology for violence comprises all content that, in any way, promotes the commission of a crime, either by direct incitement or by approval or applause of another crime already committed.
- Online terrorist content – Material or materials that incite, directly or indirectly – for example, by glorifying acts of terrorism – the commission of terrorist offenses, thereby creating a risk that such acts may be committed.
For further information on the legal framework, please refer to Directive (EU) 2017/541, in particular Articles 3 and 4 [eur-lex.europa.eu/legal-content/PT/TXT/PDF/?uri=CELEX:32017L0541&from=PT), as well as Article 240 of the Portuguese Penal Code (::: Decree-Law No 48/95 of 15 March (pgdlisboa.pt)]. - Fraudulent websites – It refers to online platforms or websites that are created and operated fraudulently with the intent of deceiving users to gain illicit financial or other benefits in various ways like: phishing scams, cloning of legitimate websites, fake investment schemes, and the sale of non-existent products, among others.
- Sexual/intimate content of adults published without consent – This includes any form of dissemination, distribution, or publication of images, videos, or other intimate material of an adult without their consent, with the intent to humiliate, blackmail, sexually exploit, or any other harmful purpose.
If your query does not fall into any of these six categories, please use the form ‘Ask for help/clarification’.
The Secure Internet Line is a system that facilitates the reporting of potentially illegal content by the general public, whilst ensuring complete anonymity. A team of dedicated operators is responsible for the handling and analysis of reported cases. The appropriate course of action is determined by the team, and this may involve referring the case to the Portuguese police authority or an international counterpart.
How are complaints handled?
The reports received are analysed by specialised technicians, who then take appropriate action. That is to say, after analysing the content, the technician seeks to ascertain:
1. The illegality of the content and its typology.
2. If the content is illegal and/or subject to action, then it is crucial to find out the identity of the hosting provider.
3. In the case of child sexual abuse material (CSAM) or material inciting/encouraging violence, and if it is hosted in Portugal, the Portuguese police authority and the Portuguese National ISP (Internet Service Provider) will be notified. A technician from the Secure Internet Line will then monitor whether or not the illegal content has been removed.
4. If the content is hosted in a country other than Portugal, the case will be forwarded to the international counterpart authority, to notify the authorities and ISPs in that country.
5. In all other cases where the content violates the law or the community standards of the platforms on which it is hosted, please report the content to the relevant platforms. A Secure Internet Line technician will then monitor whether or not the illegal content has been removed.
Data processing will be carried out in accordance with APAV’s PRIVACY AND PERSONAL DATA PROTECTION POLICY.
By using the ‘Report Illegal Content’ form, you can submit your contact details; the technical analyst will then be able to keep you updated on the progress of your report and let you know if the content has been removed or not.
The Secure Internet Line provides two types of support: the Helpline and the Hotline.
The Helpline is a service that provides specialised support on issues relating to the use of online platforms and digital technologies to victims of cybercrime, their family members, and friends. It gives them information about their rights and how to exercise them, strategies to prevent re-victimisation, and guidance for the safe use of online platforms.
We listen, inform and support each individual according to their needs and the nature and circumstances of the crimes targeting them.
The Safe Internet Helpline also provides information and advice to help users engage with the internet and related technologies in a safer, more responsible, and healthier way.
The Secure Internet Line relies on APAV’s local services to referral cases of cybercrime that require follow-up by victim support structures.
The Secure Internet Line has also developed partnership agreements with various technology companies (particularly social media networks) which grant it the status of a Trusted Flagger. This status confers access to a network of direct contacts within these partner organisations, allowing them to flag illegal content shared by users on these platforms.
Anyone who needs any of the support described above or who wishes to report any of the situations mentioned above.
The Secure Internet Line has been integrated into the Portuguese Association for Victim Support (APAV). Victim Support Technical Staff are trained professionals specialised in providing support to people who have been or are currently victims of crimes committed via the Internet. They are available to listen without judgement, guaranteeing confidentiality and respect for the autonomy of their users, as well as providing psychological, legal and social support to help them deal with the impact the crime has had on their lives, or advising them on how to help a family member or friend who has been a victim of a similar crime.
I was a victim
Being a victim of cybercrime means being the target of illegal activities, through computer and/or digital means, such as computers, networks and the internet. These activities can include a multitude of crimes that use technology to attack individuals, companies or governments.
The accessibility of the aforementioned technologies makes them equally accessible to perpetrators. By nature, they also facilitate the propagation and perpetuity of texts and images, which multiply and exist for a long time or indefinitely. The behavior or motivation and strategy of the perpetrator can be repeated with varying frequency and can be conducted using one or more forms of technology, in posts on social media, uploads on entertainment platforms, messages forwarded via WhatsApp or Telegram. Perpetrators use a variety of technologically facilitated tactics and benefit greatly from the information each of us voluntarily leaves behind. All of this also means that the harm caused to the victim can be ongoing and difficult to measure.
Each victim is impacted in some way by their experience. These impacts can include significant harm to your physical and mental health, social status and economic opportunities. The impact is divided into five categories: psychological (e.g. shame, depression or fear); physical (e.g. self-harm, assault or imprisonment); functional (for example, changing a route or dropping a profile); economic (e.g. extortion or loss of income or educational opportunities); and social (for example, excluded by family, friends or co-workers).
Some strategies can be implemented to mitigate the effects of victimisation and contribute to preventing re-victimisation. Below are some of these strategies for the most common types of cybercrime.
Strategies:
Cyber-dependent attacks
When dealing with this type of cybercrime, besides taking all the necessary steps to preserve evidence, it is essential to implement measures that mitigate the attack, and report it without delay to the authorities that can provide technical support and criminal investigation expertise relevant to these crimes.
With regard to ransomware attacks or any other that seeks to interfere with or sabotage the computer system, the following measures must take place:
- Take all systems offline immediately;
- Ensure backups are free from malware;
- Contact the Portuguese National Cyber Security Centre (CNCS) immediately for support and report the cyber attack to the appropriate authorities – Polícia Judiciária/Portuguese Criminal Investigation Police;
- If possible, collect and secure part of the data non-infected by the virus;
- Once the virus has been removed, change the login details for all accounts again. After the attack, if possible, change the password for the network and for all online accounts. Once the virus has been removed, change the login details for all accounts again;
- Delete registry data and files to prevent the virus from loading.
- Most of these measures also apply to the online theft of confidential information; in the presence of a malware attack on devices or networks, all devices must be taken offline, followed by changing all access data (username and password); the source of the data breach must be identified, and the vulnerabilities must be fixed. identification of the source of the data leakage and correction of the vulnerabilities.
Online scams
If you are the victim of an online fraud, we advise you to:
- Where there are property transactions, keep a record of all transactions and contact your bank immediately.
- Safeguard the digital evidence: you should keep a record of exchanged messages with the perpetrator, noting down on a document the names/usernames/profile names used on the social network(s) where the messages were exchanged and, if possible, the links to these accounts (the URL is an important piece of evidence, even if the profile is no longer available).
- You may file a criminal complaint to the competent authorities.
- You may also submit a complaint to the Bank of Portugal if you suspect that the bank has not taken the necessary and appropriate measures.
Non-consensual images of intimate disclosure
If you have been a victim of non-consensual disclosure of intimate images, or if you are being threatened by someone who says that it will happen, we advise you to:
- Take a deep breath – you are not alone;
- Cease all contact with the perpetrator and do not pay any money requested.
- Safeguard the digital evidence: you should keep a record of exchanged messages with the perpetrator, noting down on a document the names/usernames/profile names used on the social network(s) where the messages were exchanged and, if possible, the links to these accounts (the URL is an important piece of evidence, even if the profile is no longer available).
- Report the conversation, the post and/or the profile, to the platform;
- Review the privacy settings on your accounts and your email;
- You can file a criminal report to the Portuguese competent authorities;
- If you have the intimate photos and/or videos in your possession, you can upload them to the Take It Down platform if the person involved is a minor, or to the stopncii platform (https://stopncii.org) if the person is over 18. This is an initiative designed to help remove photos that have already been published or to prevent them from being published on platforms such as Instagram, Facebook, Bumble, TikTok, Reddit, OnlyFans, etc.
- Talk to someone you trust.
Get in touch with victim support services to help you deal with the emotional distress of being a victim and to support you through the criminal proceedings. The Secure Internet Line is an official Trusted Flagger that works with various platforms; so it can liaise with these platforms to report the situation and request the removal of content, profiles, etc.
Online sexual crimes againts minors
- If you are a victim right now, talk to someone you trust. Ask for help. It is not your fault.
- If you are the mother or father of a child who is a victim of this type of abuse: – It is important to make the child feel safe and supported (as far as possible at this stage). They must know that what happened is not their fault.
After:
- In situations where a minor is being groomed or coerced for sexual purposes, all contacts with the perpetrator must cease immediately; however, without blocking or deactivating the social media platform/messaging service used by the perpetrator to communicate with the victim;
- Under no circumstances should one give in to blackmail, as complying with the cybercriminal’s demands will not improve the victim’s situation.
- You must ensure that all digital evidence is collected, including: all records of the conversations (for example, captured using screenshots), which should include, if possible, the user’s name, the URL of his/her social media profile, the details of the bank transfer (if a sum of money was requested), as well as all images and/or videos sent and received;
- One of the best ways to secure this evidence is by putting the devices into flight mode and handing them over to the Judicial Police who will carry out the necessary expertise.
- Suspected cases of online grooming or sexual coercion involving minors must be reported immediately to the authorities or to victim support services specialising in this area, so that it can be determined whether a crime has in fact been committed. It is also of the utmost importance to report these cases as soon as they come to light, because there may be other children or young people at risk of being groomed or coerced by the same perpetrator. To this end, you can contact the Safe Internet Hotline via email (linhainternetsegura@apav.pt) or by telephone on 800 21 90 90;
- All of these acts constitute sexual crimes against minors under the age of 18; as such, they fall within the exclusive jurisdiction of the Judiciary Police and must be reported to this criminal investigation agency or to the Public Prosecutor’s Office.
Regarding the visualisation of online material involving child sexual abuse, anyone who is confronted with situations of this kind should report them to the competent authorities or to entities operating in their country that are dedicated to reporting illegal online content, as in the case of the Hotline of the Secure Internet Line. Such entities, in addition to referring cases to the national authorities, also have a number of tools at their disposal that enable the rapid removal of this type of content while preserving evidence.
Cyberstalking
- Cease all contact with the perpetrator.
- Safeguard the digital evidence: you should keep a record of exchanged messages with the perpetrator, noting down on a document the names/usernames/profile names used on the social network(s) where the messages were exchanged, and, if possible, the links to these accounts (the URL is an important piece of evidence, even if the profile is no longer available).
- If any of the victim’s friends or acquaintances are contacted, the victim should make a record/copy/screenshot of the messages they receive;
- You may file a criminal report with the competent local authorities;
- Make sure to check the security and privacy settings from all your social media and email accounts; change your passwords immediately; and, above all, do not allow third parties to access your posts, location, personal information, etc.;
- Block the perpetrator’s contact details. However, should the perpetrator have access to your telephone number, it is highly possible that further calls or text messages will be made from other numbers. The most effective method of restricting access to the victim’s telephone number may be to change it.
- Find out what personal information is available online. You can do this by searching for your name (using search engines), scanning photos from your social media profiles using Google Lens to see what kind of information appears, and also entering your email address on the website https://haveibeenpwned.com/ to check if there are any records of data breaches.
- Get in touch with victim support services to help you deal with the emotional distress of being a victim and to support you through the criminal proceedings. The Secure Internet Line is an official Trusted Flagger that works on various platforms; so it can liaise with these platforms to report the situation and request the removal of content, profiles, etc.
Cyberbullying
Cyberbullying is a form of online violence carried out through social media or in groups created on chat platforms. Here are some recommendations:
- Immediately stop all communication with the abuser, but do not block or deactivate the social media/communication platforms used by the abuser to contact the victim. This situation is particularly important for messaging apps like WhatsApp® or Viber® (among others) that use end-to-end encryption, meaning they cannot provide copies of conversations once they have been deleted by their users.
- You should also record any information that can be used to identify the perpetrator, like the user’s name and the URL of the social media profile, and save all images and/or videos sent or received;
- Report the case to the platform/social media network;
- If you are under 18, it is important to talk to an adult you trust about the situation you are going through;
- Make sure you check the account and privacy settings on each device, app or network so you can control who can contact and interact with you, and who can access your online content.
- Call on victim support services to help you cope with the emotional distress caused by the victimisation and to assist you throughout the criminal proceedings. The Secure Internet Line is an official Trusted Flagger that works with various platforms; it can therefore liaise with these platforms to report the situation and request the removal of content, profiles, etc.
Get in touch with victim support services to help you deal with the emotional distress of being a victim and to support you through the criminal proceedings. The Secure Internet Line is an official Trusted Flagger that works with various platforms; so it can liaise with these platforms to report the situation and request the removal of content, profiles, etc.
Hate speech online
- Anyone who is a victim of online hate speech can report it to the platform where it is being shared (like on social media networks). This can be done by flagging comments that contain hate speech, so that they can be removed.
- Get in touch with victim support services to help you deal with the emotional distress of being a victim and to support you through the criminal proceedings. The Secure Internet Line is an official Trusted Flagger that works with various platforms; so it can liaise with these platforms to report the situation and request the removal of content, profiles, etc.
- Anyone who comes across content that may constitute hate speech online should report it to the platform on which it is being shared. Social media networks, for example, have strong policies to combat hate speech, allowing users to report comments containing such speech through the platform so that they can be removed. Local authorities or entities within your country designated for reporting illegal online content, such as the HOTLINE Secure Internet Line. These entities not only refer cases to the local authorities but they also have some tools at their disposal allowing them to rapidly remove such content while preserving relevant proof.
Anyone who views content that may constitute hate speech online should report it to the platform where it is being disseminated. Social media, for example, has strong policies against hate speech, and it is possible to flag comments containing this type of speech through the platform so that they can be removed. National authorities or entities you know within your country that are dedicated to reporting illegal online content , such as the Safe Internet Hotline , can also report such content. These entities not only forward cases to national authorities but also have tools available to allow for the rapid removal of this content and preservation of evidence.
How to talk to a victim/potential victim?
When you are talking to a friend or family member who you think might be a victim, try not to judge or ask questions that might make them feel worse about what they’re going through. If they are not open to talking about it with you, you could suggest they contact a victim support organisation like APAV via the Secure Internet Line.
Ligne Internet Sûre (Français)
L’Association portugaise d’aide aux victimes est l’organisme qui coordonne la Ligne Internet Sûre (Linha Internet Segura), un service du Centre pour la sécurité sur Internet, financé par l’Union européenne.
Ce service propose une assistance téléphonique et en ligne sur les questions liées à l’utilisation des plateformes et des technologies en ligne. La Fondation MEO soutient la Ligne Internet Sûre, contribuant ainsi à rendre la sécurité en ligne accessible à tous, gratuitement.
La Safe Internet Line a deux domaines d’action :
HELPLINE
La Helpline apporte un soutien aux victimes de cybercriminalité et fournit des informations sur une utilisation saine et sûre des technologies. Accessible de 8h à 23h, les jours ouvrables, par téléphone (numéro gratuit: 800 21 90 90), par e-mail (linhainternetsegura@apav.pt) et via le formulaire de demande d’aide.
HOTLINE
La Hotline est un service de signalement de contenus illégaux en ligne. Il s’agit d’un service confidentiel permettant aux personnes de signaler des contenus présents sur des sites Internet, des réseaux sociaux, des forums, etc., notamment:
– Contenus liés À l’abus sexuel d’enfants en ligne;
– Incitation à la violence et promotion de la violence;
– Incitation à la haine;
– Contenus terroristes en ligne;
– Sites frauduleux;
– Contenu à caractère sexuel/intime concernant des adultes, publié sans leus consentement.
Accessible via le formulaire “Signaler un contenu illégal” et par e-mail (linhainternetsegura@apav.pt).
Signaler ce type de délit est un acte civique. Ensemble, nous travaillons pour rendre Internet plus sûr.
À propos de nous
La Ligne Internet Sûre (Linha Internet Segura), un service géré par l’Association portugaise d’aide aux victimes (APAV), apporte un soutien spécialisé aux victimes de cybercriminalité et de violence numérique, ainsi qu’à leurs proches et amis, en leur fournissant des informations sur leurs droits et les moyens de les exercer, ainsi que des stratégies de prévention de la revictimisation et de promotion d’une utilisation sûre des plateformes.
La Ligne Internet Sûre garantit un soutien confidentiel et gratuit par téléphone, e-mail, formulaire en ligne, réseaux sociaux et, également, au moyen du Service d’interprétation vidéo en langue des signes portugaise (Serviin), assurant ainsi l’accès aux personnes malentendantes. En collaboration avec les services de proximité de l’APAV, ce soutien comprend un accompagnement psychologique spécialisé, une aide juridique, ainsi qu’une assistance pour le retrait de contenus illicites ou préjudiciables, en tant que « Signaleur de confiance » auprès de diverses plateformes.
La mission de la Hotline de la Ligne Internet Sûre consiste à supprimer les contenus illégaux sur Internet (notamment les contenus liés à l’abus sexuel de mineurs en ligne, l’incitation et la promotion à la violence, l’incitation à la haine et les contenus terroristes en ligne) et à aider les autorités compétentes à engager la responsabilité pénale de ceux qui diffusent ce type de contenus.
Objectifs
- Fournir une assistance téléphonique ou en ligne, de manière anonyme et confidentielle, à des enfants, des jeunes, des familles et des professionnels de l’éducation, sur des questions liées à l’utilisation des technologies ;
- Informer activement les utilisateurs (enfants, jeunes, parents et enseignants) sur les activités de la ligne d’assistance et sur la manière dont ils peuvent la contacter ;
- Disposer d’un système rapide de signalement des cas graves aux autorités compétentes lorsqu’un enfant semble être en danger ;
- Discuter, analyser et fournir des résultats qui contribuent aux stratégies de sensibilisation dans le domaine de la sécurité sur Internet, dans le but d’offrir un service de meilleure qualité et de plus grande portée, en tant que membre d’un consortium regroupant diverses entités, allant de partenaires industriels aux services de police judiciaire.
Questions fréquentes
Vous pouvez signaler six types de contenus :
- Contenu pédopornographique : Le contenu pédopornographique est défini dans notre Code pénal comme de la pornographie infantile (art. 176). Cela comprend, sans s’y limiter, toute représentation, par quelque moyen que ce soit, d’un mineur impliqué dans un spectacle pornographique, des activités sexuelles explicites réelles ou simulées, ou toute représentation des parties sexuelles d’un mineur à des fins essentiellement sexuelles, ainsi que l’exploitation de ce dernier pour créer cette représentation. Pour plus d’informations sur le cadre juridique, veuillez cliquer ici.
Dans ce type de crime, l’enfant est victime dès lors que son image est vue en ligne. Nous savons que regarder ces images ou ces vidéos est perturbant. Le signaler est la solution. Votre signalement peut aider à sauver un enfant, à prévenir d’autres abus et à rendre Internet plus sûr. - Incitation à la haine : L’incitation à la haine comprend tout contenu incitant à la haine ou à la violence contre une personne ou un groupe de personnes en raison de leur race, couleur de peau, origine ethnique ou nationale, ascendance, religion, sexe, orientation sexuelle, identité de genre ou handicap physique ou mental. Ces infractions sont régies, dans l’ordre juridique pénal portugais, par diverses dispositions. Il convient toutefois de souligner l’article 240 du Code pénal – Discrimination et incitation à la haine et à la violence.
Pour plus d’informations sur le cadre juridique, veuillez cliquer ici (: : : DL n° 48/95, du 15 mars [pgdlisboa.pt]).
- Apologie de la violence : L’apologie de la violence comprend tout contenu qui, d’une manière ou d’une autre, encourage la commission d’une infraction, que ce soit par incitation directe ou par approbation ou apologie d’un autre crime déjà commis.
- Contenu terroriste en ligne : tout matériel qui incite, directement ou indirectement, par exemple par la glorification d’actes de terrorisme, à la pratique de tels actes, entraînant ainsi le risque que ceux-ci soient commis.
Pour plus d’informations sur le cadre juridique, veuillez consulter la directive (UE) 2017/541, notamment les articles 3 et 4 (eur-lex.europa.eu/legal-content/PT/TXT/PDF/?uri=CELEX:32017L0541&from=PT), ainsi que l’article 240 du Code pénal portugais (: : : DL n° 48/95, du 15 mars [pgdlisboa.pt]).
- Sites frauduleux : il s’agit de plateformes ou de pages en ligne qui cherchent délibérément à tromper les utilisateurs afin d’obtenir des avantages illicites, financiers ou autres, y compris les stratagèmes de phishing, le clonage de sites légitimes, les fausses offres d’investissement, la vente de produits inexistants, entre autres exemples.
- Contenu à caractère sexuel / intime de personnes majeures publié sans consentement : Cela comprend toute divulgation, distribution ou publication d’images, de vidéos ou d’autres contenus intimes d’une personne majeure, sans son autorisation, à des fins d’humiliation, de chantage, d’exploitation sexuelle ou à toute autre fin préjudiciable.
Si votre cas ne correspond à aucune de ces 6 catégories, veuillez utiliser le formulaire « Demander des précisions ».
La Ligne Internet Sûre (LIS) met à la disposition du grand public un ensemble de moyens permettant, de manière totalement anonyme, de signaler des contenus potentiellement illégaux. Les signalements reçus sont triés et analysés par des opérateurs spécialisés qui leur donnent la suite appropriée : autorité policière nationale ou équivalent international.
Les signalements reçus sont analysés par des techniciens spécialisés qui leur donnent la suite appropriée. Par « suite appropriée », on entend que, lors de l’analyse du contenu, le technicien s’efforce de déterminer :
1. L’illégalité du contenu et sa typologie.
2. S’il s’agit d’un contenu illégal et/ou susceptible de faire l’objet d’une intervention, vérifier le lieu d’hébergement.
3. S’il s’agit d’un contenu d’abus sexuel d’enfant ou incitant à la violence et si celui-ci est hébergé au Portugal, les autorités policières nationales sont informées, ainsi que le FAI (fournisseur d’accès à Internet) national. Le technicien de la LIS vérifiera ensuite si le contenu illégal a bien été supprimé.
4. Si les contenus énumérés au point précédent se trouvent dans un autre pays que le Portugal, le dossier est transmis à l’organisme international compétent, afin que les autorités et les FAI de ce pays soient notifiés.
5 Dans les autres cas, s’il s’avère que le contenu est illégal ou enfreint les règles communautaires des plateformes sur lesquelles il est hébergé, le contenu doit être signalé aux plateformes concernées. Le technicien de la LIS vérifiera ensuite si le contenu illégal a été supprimé ou non.
Le traitement des données sera effectué conformément à la POLITIQUE DE CONFIDENTIALITÉ ET DE PROTECTION DES DONNÉES À CARACTÈRE PERSONNEL de l’APAV.
Grâce au formulaire « Signaler un contenu illégal », il est possible d’envoyer ses coordonnées. Le technicien analyste pourra ainsi tenir le plaignant informé de la suite donnée à son signalement et lui indiquer si le contenu a été supprimé ou non.
La Ligne Internet Sûre propose deux types d’intervention : la Helpline et la Hotline.
La Helpline de la LIS est un service qui apporte un soutien sur des questions liées à l’utilisation des plateformes et des technologies en ligne, et qui s’adresse plus particulièrement aux victimes de cybercriminalité, à leurs proches et à leurs amis, en fournissant des informations sur leurs droits et les moyens de les exercer, ainsi que des stratégies de prévention de la revictimisation et de promotion d’une utilisation sûre des plateformes.
Nous écoutons, informons et soutenons chaque personne, en fonction de ses besoins ainsi que des caractéristiques et du contexte des actes dont elle a été victime.
La Ligne Internet Sûre fournit également des explications sur l’utilisation plus sûre, responsable et saine d’Internet et des technologies associées.
La LIS s’appuie sur les services de proximité de l’APAV pour l’orientation locale des situations de cybercriminalité nécessitant un accompagnement par ces structures de soutien aux victimes.
La Ligne Internet Sûre a également conclu des partenariats avec différentes entités du secteur technologique (notamment les réseaux sociaux) qui lui attribuent le statut de « Signaleur de confiance » / « Trusted Flagger ». Ce statut permet de disposer d’un réseau de contacts directs auprès de ces entités partenaires, afin de signaler les contenus illégaux partagés par les utilisateurs sur ces plateformes.
Toute personne ayant besoin de l’aide décrite ci-dessus ou souhaitant signaler l’une des situations décrites ci-dessus.
La Ligne Internet Sûre, en tant que ligne d’aide intégrée à l’Association portugaise d’aide aux victimes (APAV), dispose de techniciens et techniciennes d’aide aux victimes spécialisés dans l’accompagnement des personnes qui ont été ou sont victimes de délits commis via Internet. Ils sont à votre écoute, garantissent la confidentialité et le respect de l’autonomie des utilisateurs de la LIS, et fournissent un soutien psychologique, juridique et social pour vous aider à faire face à l’impact que cette infraction a eu sur votre vie ou vous indiquer comment aider un proche ou un ami ayant été victime d’une infraction.
J’ai été victime
Être victime de cybercriminalité signifie être la cible d’activités illégales, via des moyens informatiques et/ou numériques, tels que les ordinateurs, les réseaux et Internet. Ces activités peuvent inclure une multitude d’infractions utilisant la technologie pour attaquer des particuliers, des entreprises ou des gouvernements.
L’accessibilité des technologies susmentionnées les rend tout aussi accessibles aux auteurs de ces actes. Du fait de leur nature, elles facilitent également la propagation et la pérennité des textes et des images, qui se multiplient et subsistent pendant longtemps, voire indéfiniment. Le comportement, la motivation et la stratégie de l’auteur peuvent se répéter à une fréquence variable et être mis en œuvre à l’aide d’une ou plusieurs technologies, que ce soit par le biais de publications sur les réseaux sociaux, de mises en ligne sur des plateformes de divertissement ou de messages transmis via WhatsApp ou Telegram. Les auteurs ont recours à diverses tactiques facilitées par la technologie et tirent largement profit des informations que chacun d’entre nous publie volontairement.
Tout cela signifie également que le préjudice causé à la victime peut être continu et difficile à mesurer.
Chaque victime est affectée d’une manière ou d’une autre par son expérience. Ces répercussions peuvent inclure des dommages importants pour sa santé physique et mentale, son statut social et ses opportunités économiques. L’impact est divisé en cinq catégories : psychologique (par exemple, honte, dépression ou peur) ; physique (par exemple, l’automutilation, les agressions ou l’incarcération) ; fonctionnel (par exemple, changer d’itinéraire ou supprimer un profil) ; économique (par exemple, l’extorsion ou la perte de revenus ou d’opportunités éducatives) ; et social (par exemple, l’exclusion par la famille, les amis ou les collègues de travail).
Il est possible de mettre en œuvre certaines stratégies visant à atténuer les effets de la victimisation et à contribuer à prévenir la revictimisation. Nous vous présentons ci-dessous quelques-unes de ces stratégies pour les types de cybercriminalité les plus courants.
Stratégies :
Attaque cyberdépendante:
Dans ce type de cybercriminalité, outre les mesures pouvant être prises pour préserver les preuves, il est essentiel d’adopter des mesures permettant d’atténuer une attaque et de la signaler immédiatement aux organismes susceptibles d’apporter un soutien technique et disposant des compétences nécessaires en matière d’enquête pénale pour ces infractions.
En ce qui concerne les attaques par ransomware ou toute autre attaque visant à perturber ou à saboter un système informatique, les mesures suivantes doivent être prises:
- Mettre immédiatement tous les systèmes hors ligne ;
- S’assurer que les sauvegardes sont exemptes de logiciels malveillants ;
- Contacter immédiatement le Centre national de cybersécurité pour obtenir de l’aide et signaler la cyberattaque aux autorités compétentes – la police judiciaire ;
- Si possible, récupérer et mettre en sécurité une partie des données qui n’ont pas été infectées par le virus ;
- Si possible, modifiez les mots de passe du réseau et de tous les comptes en ligne après l’attaque. Une fois le virus supprimé, modifiez à nouveau les données d’accès de tous les comptes ;
- Supprimer les données de journalisation et les fichiers qui empêchent le virus de se charger.
Bon nombre de ces mesures s’appliquent également au vol d’informations confidentielles en ligne ; s’il s’agit d’une attaque par logiciel malveillant visant les appareils ou le réseau, tous les appareils doivent être mis hors ligne, puis toutes les données d’accès (nom d’utilisateur et mot de passe) doivent être modifiées, l’origine de la fuite d’informations doit être identifiée et les vulnérabilités doivent être corrigées.
Escroqueries en ligne
Si vous êtes victime d’une escroquerie en ligne, nous vous conseillons ce qui suit :
- En cas de virements bancaires, conservez les relevés de tous ces virements et contactez immédiatement votre banque.
- Conservez les preuves numériques : vous devez conserver une trace des messages échangés avec l’auteur de la fraude, en notant dans un document le nom utilisé ainsi que celui du profil du réseau ou des réseaux sociaux sur lesquels les messages ont été échangés et, si possible, le lien d’accès à ceux-ci (l’URL d’accès est un moyen de preuve important, même si le profil n’est plus disponible).
- Vous pouvez déposer une plainte pénale auprès des autorités compétentes ;
- Vous pouvez également déposer une plainte auprès de la Banque du Portugal lorsqu’il existe des soupçons selon lesquels l’établissement bancaire n’a pas pris les mesures nécessaires et appropriées
Diffusion non consentie d’images intimes
Si vous avez été victime d’une diffusion non consentie d’images intimes ou si vous êtes menacé(e) d’une diffusion non consentie d’images intimes, nous vous conseillons ce qui suit :
- Respirez profondément, vous n’êtes pas seul(e)
- Mettez fin à tout contact avec l’auteur et ne payez aucune somme d’argent demandée ;
- Conservez les preuves numériques : vous devez conserver une trace des messages échangés avec l’auteur de la fraude, en notant dans un document le nom utilisé ainsi que celui du profil du réseau ou des réseaux sociaux sur lesquels les messages ont été échangés et, si possible, le lien d’accès à ceux-ci (l’URL d’accès est un moyen de preuve important, même si le profil n’est plus disponible).
- Signalez la conversation, la publication et/ou le profil à la plateforme ;
- Vérifiez les paramètres de confidentialité de vos comptes et de votre e-mail ;
- Vous pouvez porter plainte auprès des autorités nationales compétentes ;
- Si vous êtes en possession de photos et/ou de vidéos intimes, vous pouvez les télécharger sur la plateforme Take It Down s’il s’agit d’un mineur, ou sur la plateforme stopncii (https://stopncii.org) si vous avez plus de 18 ans. Il s’agit d’une initiative visant à aider à supprimer des photos déjà publiées ou à empêcher leur publication sur des plateformes telles qu’Instagram, Facebook, Bumble, TikTok, Reddit, OnlyFans, etc.
- Parlez-en à une personne de confiance.
Demandez l’aide de structures d’aide aux victimes pour faire face à la souffrance émotionnelle causée par la situation de victimisation et bénéficiez d’un accompagnement tout au long de la procédure pénale. La Ligne Internet Sûre est également un « Trusted Flagger » de plusieurs plateformes ; elle peut ainsi coordonner son action avec ces plateformes afin de signaler la situation et demander le retrait du contenu, du profil, etc.
Crimes sexuels contre des mineurs en ligne
- Si tu es victime en ce moment, parle à une personne de confiance. Demande de l’aide. Ce n’est pas ta faute.
- Si vous êtes parent d’un enfant victime de ce type d’abus : Il est important que l’enfant se sente en sécurité (dans la mesure du possible) et soutenu. Qu’il sache qu’il n’est pas responsable de ce qui s’est passé.
Ensuite:
- Dans les situations où le mineur est sollicité ou contraint à des fins sexuelles, il faut immédiatement cesser toute communication avec l’agresseur, mais ne pas bloquer ni désactiver le réseau social/la plateforme de communication que l’agresseur a utilisé pour communiquer avec la victime ;
- En aucun cas il ne faut céder au chantage, car se plier aux exigences du cybercriminel n’améliorera pas la situation de la victime.
- Il faut veiller à recueillir toutes les preuves numériques : tous les enregistrements des conversations, par exemple via des captures d’écran, qui doivent comporter, si possible, le nom d’utilisateur, l’URL du profil sur le réseau social, les détails du virement bancaire (si une somme d’argent a été exigée), ainsi que toutes les images et/ou vidéos envoyées et reçues ;
- L’un des meilleurs moyens de préserver ces preuves consiste à mettre les appareils en mode avion et à les remettre à la police judiciaire afin qu’elle procède à une expertise.
- Les soupçons de sollicitation de mineurs ou de contrainte sexuelle en ligne doivent être immédiatement signalés aux autorités ou aux structures d’aide aux victimes spécialisées dans ce domaine afin de déterminer s’il s’agit effectivement d’une infraction.
- Il est également de la plus haute importance de signaler ces cas dès qu’on en a connaissance, car, en règle générale, d’autres enfants/jeunes peuvent être en danger, risquant d’être sollicités ou contraints par le même agresseur. À cet effet, vous pouvez contacter la Ligne Internet Sûre par e-mail (linhainternetsegura@apav.pt) ou par téléphone au 800 21 90 90 ;
- Tous ces comportements constituant des infractions sexuelles commises à l’encontre de mineurs de moins de 18 ans, ils relèvent de la compétence exclusive de la Police judiciaire et doivent être signalés à cet organe de police criminelle ou au ministère public.
En ce qui concerne la visualisation de contenus pédopornographiques en ligne, toute personne confrontée à ce type de situation doit les signaler aux autorités nationales ou aux organismes de son pays compétents en matière de signalement de contenus illégaux en ligne, comme c’est le cas de la Hotline de la Ligne Internet Sûre. Ces organismes, outre le fait de transmettre les cas aux autorités nationales, disposent de certains outils permettant la suppression rapide de ces contenus et la conservation des preuves.
Cyberstalking
- Cessez tout contact avec l’auteur
- Conservez les preuves numériques : vous devez conserver une trace des messages échangés avec l’auteur, en notant dans un document le nom utilisé ainsi que celui du profil du réseau ou des réseaux sociaux sur lesquels les messages ont été échangés et, si possible, le lien d’accès à ceux-ci (l’URL d’accès est un moyen de preuve important, même si le profil n’est plus disponible).
- Si des amis et/ou des connaissances de la victime sont contactés, ceux-ci doivent enregistrer/copier/faire des captures d’écran des messages qu’ils reçoivent
- Vous pouvez porter plainte auprès des autorités nationales compétentes ;
- Vérifiez les paramètres de sécurité et de confidentialité de vos autres comptes sur les réseaux sociaux et de votre messagerie électronique, changez immédiatement leur mot de passe et, surtout, n’autorisez pas des tiers à accéder à vos publications, à votre localisation, à vos informations personnelles, etc. ;
- Bloquez les contacts de l’auteur. Cependant, si celui-ci a eu accès à votre numéro de téléphone, il est très probable qu’il continue à vous appeler ou à vous envoyer des messages depuis d’autres numéros. Parfois, la seule façon de limiter cet accès est que la victime change de numéro de téléphone.
- Essayez de déterminer quelles informations vous concernant sont disponibles en ligne. Pour ce faire, effectuez des recherches avec votre nom sur les moteurs de recherche, scannez les photos utilisées sur vos profils avec Google Lens pour voir quelles informations apparaissent, et vous pouvez également saisir votre adresse e-mail sur le site https://haveibeenpwned.com/ pour vérifier s’il existe des traces de fuites de données.
- Demandez de l’aide auprès de structures d’aide aux victimes pour faire face à la souffrance émotionnelle causée par la situation de victimisation et bénéficier d’un accompagnement tout au long de la procédure pénale. La Ligne Internet Sûre est également un « Trusted Flagger » de plusieurs plateformes ; elle peut ainsi coordonner son action avec ces plateformes afin de signaler la situation et demander le retrait du contenu, du profil, etc.
Cyberharcèlement
Le cyberharcèlement, en tant que forme de violence en ligne, se produit le plus souvent via les réseaux sociaux ou dans des groupes créés sur des plateformes de chat. Dans ce contexte, il est conseillé de:
- Cessez immédiatement toute communication avec l’agresseur, mais sans bloquer ni désactiver le réseau social ou la plateforme de communication que l’agresseur a utilisé pour communiquer avec la victime. Cette précaution est particulièrement importante sur les plateformes de communication telles que WhatsApp® ou Viber® (entre autres) qui utilisent un cryptage de bout en bout, ce qui signifie qu’il n’est pas possible de demander à ces plateformes des copies des conversations une fois qu’elles ont été supprimées par les utilisateurs.
- Il convient également de conserver toutes les informations permettant d’identifier l’agresseur, telles que : le nom d’utilisateur, l’URL du profil sur son réseau social, ainsi que toutes les images et/ou vidéos envoyées et reçues ;
- Signalez la situation à la plateforme / au réseau social ;
- Si vous êtes mineur, il est important de parler à un adulte en qui vous avez confiance de la situation que vous vivez ;
- Vérifiez les paramètres de compte et de confidentialité sur chaque appareil, application ou réseau afin de contrôler qui peut vous contacter et interagir avec vous, et qui peut avoir accès à votre contenu en ligne.
- Demandez l’aide de structures d’aide aux victimes pour faire face à la souffrance émotionnelle causée par la situation de victimisation et bénéficier d’un accompagnement tout au long de la procédure pénale. La Ligne Internet Sûre est également un « Trusted Flagger » de plusieurs plateformes ; elle peut ainsi coordonner son action avec ces plateformes afin de signaler la situation et de demander le retrait du contenu, du profil, etc.
Discours de haine en ligne
- Toute personne victime de discours de haine en ligne peut signaler ces contenus à la plateforme sur laquelle ils sont diffusés (par exemple, sur les réseaux sociaux). Il est possible de signaler les commentaires contenant ce type de discours via la plateforme, afin qu’ils soient supprimés.
- Demandez l’aide de structures d’aide aux victimes pour faire face à la souffrance émotionnelle causée par la situation de victimisation et bénéficier d’un accompagnement tout au long de la procédure pénale. La Ligne Internet Sûre est également un « Trusted Flagger » de plusieurs plateformes ; elle peut ainsi coordonner son action avec ces plateformes afin de signaler la situation et de demander le retrait du contenu, du profil, etc.
- Toute personne qui consulte des contenus susceptibles de constituer un discours de haine en ligne doit les signaler à la plateforme sur laquelle ils sont diffusés. Les réseaux sociaux, par exemple, ont des politiques strictes de lutte contre le discours de haine, et il est possible de signaler les commentaires contenant ce type de discours via la plateforme, afin qu’ils soient supprimés. Les autorités nationales ou les organismes compétents dans votre pays pour le signalement de contenus illégaux en ligne, comme la HOTLINE de la Ligne Internet Sûre. Ces organismes transmettent non seulement les cas aux autorités nationales, mais disposent également d’outils permettant la suppression rapide de ces contenus et la conservation des preuves.
Comment parler à une victime / une victime potentielle ?
Lorsque vous discutez avec un ami ou un proche que vous soupçonnez d’être victime, essayez de ne pas porter de jugement ni de poser des questions qui pourraient aggraver le sentiment de mal-être de la personne face à la situation qu’elle traverse. Si la personne n’est pas disposée à vous parler de ce sujet, vous pouvez lui suggérer de contacter un organisme d’aide aux victimes, notamment l’APAV, via la Ligne Internet Sûre.
Línea Internet Segura (Español)
La Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (Asociación Portuguesa de Apoyo a las Víctimas) es la entidad que coordina la Linha Internet Segura, un servicio del Centro Internet Segura, financiado por la Unión Europea.
Este servicio se basa en la atención telefónica y en línea sobre cuestiones relacionadas con el uso de plataformas y tecnologías en línea.
La Línea Internet Segura tiene dos áreas de actuación:
HELPLINE
La Helpline brinda apoyo a las víctimas de delitos cibernéticos e información sobre el uso saludable y seguro de la tecnología. Accesible de 8 a 23 horas, de lunes a viernes, a través del teléfono gratuito (800 21 90 90); correo electrónico (linhainternetsegura@apav.pt) y formulario de solicitud de soporte.
HOTLINE
Hotline es un servicio para denunciar contenidos ilegales en línea. Este es un servicio confidencial a través del cual las personas pueden reportar contenidos en sitios web, redes sociales, foros, etc., a saber:
– Contenido de abuso sexual infantil en línea;
– Incitación y promoción de la violencia;
– Incitación al odio;
– Contenido terrorista en línea;
– Sitios web fraudulentos;
– Contenido sexual/íntimo de adultos compartido sin consentimiento.
Accesible mediante formulario y correo electrónico (línea internetsegura@apav.pt). Denunciar este tipo de delitos es un ejercicio de ciudadanía. Juntos trabajamos para hacer de Internet un lugar más seguro.
Quiénes Somos
La Linha Internet Segura es un servicio gestionado por la Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (Asociación Portuguesa de Apoyo a las Víctimas) (APAV) que presta apoyo especializado a víctimas de ciberdelitos y violencia digital, así como a sus familiares y amigos. Proporciona información sobre sus derechos y la forma de ejercerlos, y ofrece estrategias para prevenir la revictimización y promover un uso seguro de las plataformas.
La Linha Internet Segura ofrece un apoyo confidencial y gratuito por teléfono, correo electrónico, formulario en línea, las redes sociales y, además, a través del Servicio de Videointerpretación de Lengua de Signos Portuguesa (Serviin), garantizando el acceso a las personas con discapacidad auditiva. En colaboración con los servicios de proximidad de la APAV, este apoyo incluye acompañamiento psicológico especializado, asistencia jurídica y ayuda para eliminar contenidos ilícitos o nocivos como «Sinalizador de Confiança» (Denunciante de Confianza) ante diversas plataformas.
La misión de la Hotline de Linha Internet Segura es eliminar los contenidos ilegales de Internet (en particular, los contenidos de abuso sexual de menores en línea, la incitación y promoción de la violencia, la incitación al odio y los contenidos terroristas en línea) y ayudar a las autoridades competentes a exigir responsabilidades penales a quienes los distribuyen.
Objetivos
- Prestar apoyo telefónico o en línea, de forma anónima y confidencial, a niños, jóvenes, familias y profesionales de la educación, sobre cuestiones relacionadas con el uso de la tecnología.
- Informar activamente a los usuarios (niños, jóvenes, padres y profesores) sobre la actividad de la línea de ayuda y la forma de ponerse en contacto.
- Disponer de un sistema rápido de derivación de casos graves a las autoridades competentes cuando un niño parezca estar en peligro.
- Debatir, analizar y proporcionar resultados que contribuyan a las estrategias de sensibilización en materia de seguridad en internet, con el fin de lograr una atención de mayor calidad y alcance, formando parte de un consorcio en el que se encuentran diversas entidades, desde colaboradores del sector hasta organismos policiales.
Preguntas Frecuentes
Se Pueden denunciar seis tipos de contenidos:
- Contenido de abuso sexual infantil – El contenido de abuso sexual infantil aparece en el Código Penal portugués como pornografía infantil (art. 176). Abarca, aunque no se limita a ello, la representación, por cualquier medio, de un menor involucrado en un espectáculo pornográfico, en actividades sexuales explícitas reales o simuladas o en cualquier representación de las partes sexuales de un menor con fines esencialmente sexuales, así como la explotación de éste para crear dicha representación. Para obtener más información sobre el marco legal, haga clic aquí.
En este delito, el niño o la niña es víctima cada vez que su imagen se ve en línea. Sabemos que ver estas imágenes o vídeos resulta perturbador. La solución es denunciarlo. Su denuncia puede ayudar a rescatar a un niño o una niña, prevenir más abusos y hacer de internet un lugar más seguro. - Incitación al odio – Se entiende por incitación al odio cualquier contenido que incite al odio o a la violencia contra una persona o un grupo de personas por motivos de raza, color, origen étnico o nacional, ascendencia, religión, sexo, orientación sexual, identidad de género o discapacidad física o psíquica. Los delitos de odio se tipifican de diversas formas en el ordenamiento jurídico penal portugués. Sin embargo, cabe destacar el artículo 240 del Código Penal: Discriminación e incitación al odio y a la violencia.
Para obtener más información sobre el marco legal, haga clic aquí (DL n.º 48/95, de 15 de marzo (pgdlisboa.pt)) - Apología de la violencia – La apología de la violencia abarca todo contenido que, de alguna forma, promueva la comisión de un delito, ya sea mediante incitación directa o mediante la aprobación o el aplauso de otro delito ya cometido.
- Contenido terrorista en línea – Material que incite, directa o indirectamente, por ejemplo a través de la glorificación de actos de terrorismo, a la apología de la práctica de delitos terroristas, conllevando así el riesgo de que puedan cometerse.
Para obtener más información sobre el marco normativo, consulte la Directiva (UE) 2017/541, en particular los artículos 3 y 4 (eur-lex.europa.eu/legal-content/PT/TXT/PDF/?uri=CELEX:32017L0541&from=PT), así como el artículo 240 del Código Penal portugués (DL n.º 48/95, de 15 de marzo (pgdlisboa.pt)) - Sitios web fraudulentos – Se refieren a plataformas o páginas en línea que, de forma deliberada, tratan de engañar a los usuarios para obtener beneficios ilícitos, ya sean financieros o de otra índole. Algunos ejemplos son los esquemas de phishing, la clonación de sitios web legítimos, los esquemas de inversión falsos, y la venta de productos inexistentes.
- Contenido sexual/íntimo de personas adultas publicado sin consentimiento – Incluye toda divulgación, distribución o publicación de imágenes, vídeos u otros materiales íntimos de una persona mayor de edad, sin su autorización, con fines de humillación, chantaje, explotación sexual o cualquier otro fin perjudicial.
Si no se trata de ninguna de estas 6 tipologías, por favor, utilice el formulario «Solicitar aclaración».
La Linha Internet Segura pone a disposición del público en general una serie de medios a través de los cuales, es posible presentar, de forma totalmente anónima, denuncias de contenidos que puedan ser ilegales. Las denuncias recibidas son clasificadas y analizadas por operadores especializados que las remiten a la autoridad policial nacional o al organismo internacional competente.
Las denuncias recibidas son analizadas por técnicos especializados que les dan el seguimiento adecuado. Por «seguimiento adecuado» se entiende que, al analizar el contenido, el técnico intenta determinar:
1º – La ilegalidad del contenido y su tipo.
2º – Si el contenido es ilegal y/o susceptible de intervención, se verifica el lugar de alojamiento.
3º – En caso de que se trate de CSAM o un material que incite a la violencia y esté alojado en Portugal, se notifica a la autoridad policial nacional junto con el ISP (proveedor de servicios de Internet) nacional. A continuación, el técnico de la LIS supervisará si se elimina el contenido ilegal.
4º – Si los contenidos mencionados en el punto anterior se encuentran en un país distinto de Portugal, el caso se remite a la autoridad internacional competente, para que se notifique a las autoridades y a los ISP de dicho país.
5º – En el resto de las situaciones, si se comprueba la ilegalidad del contenido o la vulneración de las normas de la comunidad de las plataformas en las que esté alojado, se procederá a denunciar el contenido ante las respectivas plataformas. A continuación, el técnico de LIS supervisará si se elimina el contenido ilegal.
El tratamiento de los datos se realizará de conformidad con la POLÍTICA DE PRIVACIDAD Y PROTECCIÓN DE DATOS PERSONALES de la APAV.
A través del formulario «Denunciar contenido ilegal» se pueden enviar datos de contacto, de modo que el técnico analista podrá mantener al denunciante informado sobre el curso dado a la denuncia y si el contenido ha sido eliminado.
La Linha Internet Segura ofrece dos modalidades de actuación: la helpline (línea de ayuda) y la hotline (línea directa).
La helpline de LIS es un servicio que presta apoyo en cuestiones relacionadas con el uso de plataformas y tecnologías en línea, así como un servicio especializado para las víctimas de ciberdelitos, sus familiares y amigos en el que se proporciona información sobre sus derechos y las formas de ejercerlos, así como estrategias para prevenir la revictimización y promover un uso seguro de las plataformas.
Escuchamos, informamos y apoyamos a cada persona, en función de sus necesidades y las características y el contexto del delito del que haya sido víctima.
La Linha Internet Segura también ofrece aclaraciones sobre el uso más seguro, responsable y saludable de internet y las tecnologías asociadas.
La LIS cuenta con los servicios de proximidad de la APAV para derivar localmente situaciones de ciberdelincuencia que requieran el acompañamiento de estas estructuras de apoyo a las víctimas.
La Linha Internet Segura/LIS también ha establecido colaboraciones con diferentes entidades de la industria tecnológica (sobre todo redes sociales) que le otorgan la condición de «Sinalizador de Confiança» o «Trusted Flagger». Esta condición permite disponer de una red de contactos directos con estas entidades colaboradoras para señalar contenidos ilegales que estén siendo compartidos por los usuarios en estas plataformas.
Cualquier persona que necesite el apoyo arriba descrito o que desee denunciar alguna de las situaciones mencionadas.
La Linha Internet Segura, al estar integrada en la Asociación Portuguesa de Apoyo a las Víctimas (APAV), cuenta con técnicos especializados en apoyar a las víctimas de delitos cometidos a través de Internet. Están dispuestos a escuchar, garantizando la confidencialidad y el respeto por la autonomía de sus usuarios. Ofrecen apoyo psicológico, jurídico y social para ayudar a afrontar el impacto que el delito haya tenido en su vida o para ayudar a un familiar o amigo que haya pasado por una situación similar.
He sido víctima
Ser víctima de un delito cibernético significa ser objeto de actividades ilícitas, a través de medios informáticos y/o digitales, como computadoras, redes e internet. Estas actividades pueden incluir una multitud de delitos que utilizan la tecnología para atacar a individuos, empresas o gobiernos.
La accesibilidad de las tecnologías antes mencionadas las hace igualmente accesibles para los perpetradores. Por naturaleza, también facilitan la propagación y perpetuidad de textos e imágenes, que se multiplican y existen durante mucho tiempo o indefinidamente. El comportamiento o la motivación y la estrategia del perpetrador pueden repetirse con diferente frecuencia y pueden llevarse a cabo utilizando una o más formas de tecnología, en publicaciones en redes sociales, cargas en plataformas de entretenimiento, mensajes reenviados a través de WhatsApp o Telegram. Los perpetradores utilizan una variedad de tácticas facilitadas tecnológicamente y se benefician enormemente de la información que cada uno de nosotros deja atrás voluntariamente. Todo esto también significa que el daño causado a la víctima puede ser continuo y difícil de medir.
Cada víctima se ve afectada de alguna manera por su experiencia. Estos impactos pueden incluir daños significativos a su salud física y mental, estatus social y oportunidades económicas. El impacto se divide en cinco categorías: psicológico (por ejemplo, vergüenza, depresión o miedo); físico (por ejemplo, autolesión, agresión o encarcelamiento); funcional (por ejemplo, cambiar una ruta o eliminar un perfil); económicos (por ejemplo, extorsión o pérdida de ingresos u oportunidades educativas); y social (por ejemplo, excluido por familiares, amigos o compañeros de trabajo).
Se pueden aplicar algunas estrategias que buscan mitigar los efectos de la victimización y contribuir a prevenir la revictimización. A continuación, presentamos algunas de estas estrategias para los tipos de ciberdelincuencia más comunes.
Estrategias:
Ataque ciberdependiente
En este tipo de ciberdelincuencia, además de las medidas que pueden adoptarse para la conservación de pruebas, es esencia adoptar medidas que permitan mitigar un ataque y denunciarlo de inmediato a entidades que puedan prestar apoyo técnico y que tengan competencia en materia de investigación criminal para estos delitos.
En lo que respecta a los ataques de ransomware o u otros que tengan como objetivo interferir o sabotear el sistema informático, deben adoptarse las siguientes medidas:
- Desconectar inmediatamente todos los sistemas.
- Asegurarse de que las copias de seguridad estén libres de malware.
- Ponerse en contacto de inmediato con el Centro Nacional de Ciberseguridad para solicitar ayuda y denunciar el ataque informático a las autoridades competentes: la Policía Judicial.
- Si es posible, recopilar y poner a salvo parte de los datos que no hayan sido infectados por el virus.
- Si es posible, cambiar las contraseñas de la red y de todas las cuentas en línea tras el ataque. Una vez eliminado el virus, se deberán volver a cambiar los datos de acceso de todas las cuentas.
- Borrar los datos de registro y eliminar los archivos para impedir que el virus se cargue.
Muchas de estas medidas también son aplicables al robo en línea de información confidencial. En caso de un ataque mediante malware a los dispositivos o a la red, se deben desconectar todos los dispositivos deben desconectarse, tras lo cual se deben modificar todos los datos de acceso (nombre de usuario y contraseña), identificar el origen de la fuga de información y corregir las vulnerabilidades.
Estafas en línea
Si ha sido víctima de una estafa en línea, le recomendamos que:
- Si se han realizado transferencias de fondos, guarde los registros de todas ellas y póngase en contacto inmediatamente con su entidad bancaria.
- Vele por la seguridad de las pruebas digitales: debe conservar el registro de los mensajes intercambiados con el/la autor/a, anotando en un documento el nombre utilizado y también el del perfil de la red o redes sociales en las que intercambiaron mensajes y, si es posible, el enlace de acceso a los mismos (la URL de acceso es un medio de prueba importante, aunque el perfil ya no esté disponible).
- Puede presentar una denuncia ante las autoridades competentes.
- También puede presentar una reclamación ante el Banco de Portugal si sospecha que la entidad bancaria no ha adoptado las medidas necesarias y adecuadas.
Divulgación no consentida de imágenes íntimas
Si ha sido víctima de la divulgación no consentida de imágenes íntimas o si está siendo amenazado/a con que eso va a suceder, le aconsejamos que:
- Respire hondo, no está solo.
- Corte el contacto con el/la agresor/a y no pague ninguna cantidad de dinero que le soliciten.
- Vele por la seguridad de las pruebas digitales: debe conservar el registro de los mensajes intercambiados con el/la agresor/a, anotando en un documento el nombre utilizado y también el del perfil de la red o redes sociales en las que se intercambiaron mensajes y, si es posible, el enlace de acceso a éstos (la URL de acceso es un medio de prueba importante, aunque el perfil ya no esté disponible).
- Denuncie la conversación, la publicación y/o el perfil a la plataforma.
- Revise la configuración de privacidad de sus cuentas y de su correo electrónico.
- Puede presentar una denuncia ante las autoridades nacionales competentes.
- Si tiene en su poder fotografías y/o vídeos íntimos, puede subirlos a la plataforma Take It Down, si se trata de un menor de edad, o a la plataforma stopncii (https://stopncii.org), si es mayor de 18 años. Se trata de una iniciativa para ayudar a eliminar fotos ya publicadas o evitar que se publiquen en plataformas como Instagram o Facebook, Bumble, TikTok, Reddit, OnlyFans, etc.
- Hable con alguien de confianza.
Solicite ayuda a los servicios de apoyo a las víctimas para hacer frente al sufrimiento emocional causado por la situación de victimización y recibir acompañamiento durante el proceso penal. La Linha Internet Segura es también «Trusted Flagger» de varias plataformas, por lo que podrá coordinarse con dichas plataformas para informar sobre la situación y solicitar la eliminación del contenido, el perfil, etc.
Delitos sexuales contra menores en línea
- Si estás siendo víctima en este momento, habla con alguien de confianza. Pide ayuda. No es culpa tuya.
- Si es madre o padre de un niño víctima de este tipo de abuso: – Es importante que el niño se sienta seguro (en la medida de lo posible en este momento) y apoyado. Que sepa que no tiene la culpa de lo que ha pasado.
A continuación:
- En situaciones en las que se está captando o coaccionando al menor con fines sexuales, debe cesar inmediatamente toda comunicación con el agresor, pero sin bloquear ni desactivar la red social o plataforma de comunicación que el agresor haya utilizado para comunicarse con la víctima.
- En ningún caso se debe ceder al chantaje, ya que cumplir las exigencias del ciberdelincuente no mejorará la situación de la víctima.
- Debe asegurarse de recopilar todas las pruebas digitales: todos los registros de las conversaciones, por ejemplo, mediante capturas de pantalla, en las que debe figurar, si es posible, el nombre de usuario, la URL del perfil de su red social, los datos de la transferencia bancaria (si se ha exigido una cantidad de dinero), así como todas las imágenes y/o vídeos enviados y recibidos.
- Una de las mejores formas de garantizar estas pruebas es poner los dispositivos en modo avión y entregarlos a la Policía Judicial para que los someta a un análisis forense.
- Las sospechas de captación de menores o de coacción sexual en línea deben denunciarse de inmediato a las autoridades o a los servicios de apoyo a las víctimas especializados en esta materia, para que se pueda determinar si, en efecto, se trata de un delito. También es muy importante denunciar estos casos tan pronto como se tenga conocimiento de ellos, ya que, por regla general, puede haber otros niños o jóvenes en peligro, que estén siendo captados o coaccionados por el mismo agresor. En este sentido, pueden ponerse en contacto con la Linha Internet Segura a través del correo electrónico ( linhainternetsegura@apav.pt, ) o llamando al número de teléfono 800 21 90 90.
- Dado que todas estas conductas constituyen delitos sexuales cometidos contra menores de 18 años, estos delitos son competencia exclusiva de la Policía Judicial y deben denunciarse ante este organismo policial o ante la Fiscalía.
En lo que respecta a la visualización de contenidos de abuso sexual de menores en línea, quien se encuentre con este tipo de situaciones debe denunciarlas a las autoridades nacionales o a las entidades que conozca en su país, competentes para la denuncia de contenidos ilegales en línea, como es el caso de la Hotline de la Linha Internet Segura. Estas entidades, además de remitir los casos a las autoridades nacionales, disponen de algunas herramientas que permiten la rápida eliminación de estos contenidos y la conservación de las pruebas.
Ciberstalking
- Romper el contacto con el/la agresor/a.
- Velar por la seguridad de las pruebas digitales: debe conservar un registro de los mensajes intercambiados con el/la agresor/a, anotando en un documento el nombre utilizado y también el del perfil de la red o redes sociales en las que intercambiaron mensajes y, si es posible, el enlace de acceso a éstos (la URL de acceso es un medio de prueba importante, aunque el perfil ya no esté disponible).
- Si se pone en contacto con alguno de los amigos o conocidos de la víctima, ésta debe registrar, copiar o hacer capturas de pantalla de los mensajes que reciban.
- Puede presentar una denuncia ante las autoridades nacionales competentes.
- Comprobar la configuración de seguridad y privacidad de sus otras cuentas en las redes sociales y en el correo electrónico; cambiar inmediatamente la contraseña de las mismas y, sobre todo, no permitir que terceros accedan a las publicaciones, la ubicación, la información personal, etc.
- Bloquear los contactos del agresor. Sin embargo, si éste ha tenido acceso a su número de teléfono, es muy probable que siga llamando o enviando mensajes desde otros números. A veces, la única forma de limitar este acceso es que la víctima cambie de número de teléfono.
- Intente averiguar qué tipo de información sobre usted está disponible en línea. Para ello, debe realizar búsquedas con su nombre en los motores de búsqueda, introducir las fotografías que haya utilizado en sus perfiles en Google Lens para ver qué información aparece; también puede introducir su correo electrónico en el sitio web https://haveibeenpwned.com/ para comprobar si hay registros de fugas de información.
- Solicite ayuda a los servicios de apoyo a las víctimas para hacer frente al sufrimiento emocional causado por la situación de victimización y recibir acompañamiento a lo largo del proceso penal. La Linha Internet Segura es también «Trusted Flagger» de varias plataformas, por lo que podrá coordinarse con ellas para informar de la situación y solicitar la eliminación del contenido, perfil, etc.
Ciberacoso
El ciberacoso, como forma de violencia en línea, se produce en la mayoría de los casos a través de las redes sociales o en grupos creados en plataformas de chat. En este sentido, se recomienda:
- Interrumpir inmediatamente toda comunicación con el/la agresor/a, pero sin bloquear ni desactivar la red social o plataforma de comunicación que el/la agresor/a haya utilizado para comunicarse con la víctima. Esto es especialmente importante en plataformas de comunicación como WhatsApp® o Viber® (entre otras), que utilizan cifrado de extremo a extremo, por lo que no es posible solicitar a las plataformas copias de las conversaciones una vez que los usuarios las han borrado.
- Guardar toda la información que permita identificar al/a la agresor/a, como el nombre de usuario, la URL del perfil de la red social, guardar todas las imágenes y/o vídeos enviados y recibidos.
- Denunciar la situación a la plataforma o red social.
- En caso de ser menor de edad, es importante hablar con un adulto de confianza sobre la situación.
- Revisar la configuración de la cuenta y la privacidad en cada dispositivo, aplicación o red para controlar quién puede ponerse en contacto e interactuar con usted y quién puede tener acceso a su contenido en línea.
- Solicitar ayuda a los servicios de apoyo a las víctimas para hacer frente al sufrimiento emocional causado por la situación de victimización y recibir acompañamiento a lo largo del proceso penal. La Linha Internet Segura es también «Trusted Flagger» de varias plataformas, por lo que podrá coordinarse con ellas para informar de la situación y solicitar la eliminación del contenido, el perfil, etc.
Discurso de odio en línea
- Quien sea víctima de discurso de odio en línea puede denunciar esos contenidos ante la plataforma en la que se están difundiendo (por ejemplo, en las redes sociales). Es posible señalar los comentarios que contengan ese tipo de discurso a través de la plataforma, para que sean eliminados.
- Solicitar ayuda a los servicios de apoyo a las víctimas para hacer frente al sufrimiento emocional causado por la situación de victimización y recibir acompañamiento a lo largo del proceso penal. La Linha Internet Segura es también «Trusted Flagger» de varias plataformas, por lo que podrá coordinarse con dichas plataformas para informar de la situación y solicitar la eliminación del contenido, perfil, etc.
- Quien vea contenidos que puedan constituir discurso de odio en línea debe denunciarlos a la plataforma en la que se están difundiendo. Las redes sociales, por ejemplo, cuentan con políticas estrictas de lucha contra el discurso de odio, por lo que es posible señalar los comentarios que contengan este tipo de discurso a través de la plataforma, para que sean eliminados. También puede ponerse en contacto con las autoridades nacionales o las entidades competentes en su país, competentes para la denuncia de contenidos ilegales en línea, como es el caso de la HOTLINE de la Linha Internet Segura. Estas entidades no solo remiten los casos a las autoridades nacionales, sino que también disponen de algunas herramientas que permiten la rápida eliminación de estos contenidos y la conservación de las pruebas.
¿Cómo hablar con una víctima o una posible víctima?
Si habla con un amigo o familiar que sospeche que está siendo víctima, intente no emitir juicios ni hacer preguntas que puedan hacer que la persona se sienta aún peor con la situación por la que está atravesando. Si la persona no se muestra receptiva a hablar con usted sobre el tema, puede sugerirle que se ponga en contacto con una organización de apoyo a las víctimas, concretamente con la APAV a través de la Linha Internet Segura.