10 de fevereiro foi o Dia da Internet Mais Segura, efeméride que visa promover e sensibilizar para uma utilização segura e saudável da Internet. O Centro Internet Segura assinalou a data com um seminário realizado em Lisboa, que juntou jovens, pais e professores do ensino básico e secundário, para falar do tema: “Direitos Humanos e Ciberbullying” (pode ver aqui). O objetivo foi o de reforçar o combate ao ciberbullying enquanto forma de violência que atinge, de modo particular, crianças e jovens, comprometendo a sua dignidade, segurança e bem-estar.
O programa do seminário incluiu oradores com diferentes perfis de conhecimento e origens, permitindo uma visão ampla do tema, destacando-se um painel de jovens que deu a conhecer o Manifesto Jovem: ON Direitos Humanos OFF Ciberbullying, resultado dos contributos dos participantes das Oficinas realizadas nos CIS Digital Camp de Lisboa, Santarém, Coimbra, Beja, Leiria e Setúbal. Este Manifesto surge da convicção demonstrada pelos jovens, de que os direitos humanos se aplicam plenamente no espaço digital e de que o ciberbullying é uma forma de violência que exige uma resposta coletiva, consciente e responsável.
Cristina Ponte, que integra a rede europeia de investigadores EU Kids Online em Portugal, foi uma das convidadas, aproveitando para apresentar o Relatório Crianças e jovens (9-17) e Inteligência Artificial (IA) Generativa em Portugal, que resultou do estudo de 2025, que analisou as respostas de 2 111 crianças e jovens e de 15 adolescentes entrevistados. O estudo mostra que 85% dos inquiridos, no nosso país, utilizam a IA generativa, percentagem acima da média europeia. Na sua intervenção, a investigadora falou da forma como crianças e jovens vivem e percecionam comportamentos agressivos no contexto digital, ajudando a compreender melhor esta realidade e realçando a importância da literacia e segurança digital.
De destacar a apresentação da nova ferramenta digital desenvolvida com recurso a Inteligência Artificial — o Chatbot APAV da Linha Internet Segura — desenvolvida para proporcionar apoio imediato, informação fiável e orientação prática a vítimas de crime e violência, bem como a familiares, amigos/as e outras pessoas que procurem compreender melhor como agir ou prestar auxílio.
No encerramento do seminário, o coordenador do Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS), Lino Santos, enalteceu o trabalho desenvolvido no âmbito do Centro Internet Segura. Na sua intervenção realçou a necessidade de melhor regulação, do ponto de vista das obrigações dos operadores de plataformas digitais, como forma de proteger os mais novos e a aposta contínua em literacia.
No campo da literacia e capacitação individual, Lino Santos destacou o trabalho do CNCS, que através da C-Academy – programa de formação avançada em Cibersegurança, financiado no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência, desenvolveu uma ação de Formação e Recursos para Professores do ensino básico e secundário, que visa capacitá-los de competências em cibersegurança, ao combinar conhecimento técnico, aplicação prática e estratégias eficazes de comunicação, ajustadas ao seu nível de conhecimento.
As comemorações do Dia da Internet Segura continuam ao longo do mês de fevereiro, com eventos e lançamento de novos de recursos de sensibilização.







































































